De pernas pro ar!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Sem mistério pra você

Quero ser pra ti mais que um mistério
Povoar teus pensamentos
Nem de mais nem de menos
Estar presente em tuas lembranças
Nem tão longe nem tão perto
Propiciar a ti bons momentos
Na medida mais precisa que eu puder

Mas querer-te sem medida
E felicitar a tua vida
Da maneira mais precisa que eu souber

Sem tirar de ti a liberdade
E apenas com carinho te sufocar
Fazer da minha a tua vontade
Agradecendo a Deus o seu aqui morar

Falar não apenas por falar
Calar não apenas para agradar
Estar simplesmente por amar
Aquecer o teu íntimo e ser-te par

O tempo a de acertar nossa distância
Ver quão bonito é ser pra ti todo esse mistério
Desvendar-nos com paciência
E confessar que precisamos aprender.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

O último passageiro do 'Ônibus 174'

Um homem pobre, o garoto esquecido, o ser invisível, o pobre coitado.
Uma alma perdida, a vida sem rumo, a história sem fim, a criança do mundo.

Oportunidades não existem para aquele que na vida nunca teve alguém que zelasse por ele.
Liberdade nunca houve para eles que nascem e morrem na fila da sobrevivência.
Vítimas sempre foram daqueles que os consideram culpados.
Errados do nascimento à morte.

Acusam o menino de ser um homem ruim.
Violentam a menina que queria ser alguém.
Usam todos nós como cúmplices da barbárie.
Aprisionam nossos dias a realidades irreais.

Seu filho nasce, cresce, se reproduz e morre. Estuda, trabalha, escreve um livro e planta uma árvore.
O filho dela, não se sabe.
O menino joga bola, pião e solta pipa. Corre e foge. Pede, rouba e ganha. Fuma e cheira.

O menino-homem não sabe mais sonhar. Seu choro, assim como ele, é invisível.
Não existe revolta no coração daquele que não sabe o que é ser alguém.
Aquela revolta de que falamos está nos olhos de quem vê até que ponto pode chegar a necessidade humana.

Ele necessitava de alguém. Ela necessitava de Deus. O policial necessitava do governo. E nós necessitamos do quê?

http://www.adorocinema.com/filmes/onibus-174/onibus-174.asp

terça-feira, 13 de novembro de 2007

No começo tudo são flores...

Ela errou no início. Acreditou que nada disso teria futuro
Eram o tipo de palavras que eles dizem a todas as mulheres...
Mas agora ela pode ver que ele é tudo o que sempre quis
Ele é tudo que sempre quis

Ela precisa dizer que esses joguinhos não combinam com ela, embora tudo a sua volta cobre que se faça dos sentimentos cartas de um baralho cujo jogo é jogado individualmente.

Ela prefere esquecer experiências anteriores
Prefere acreditar no ele diz
Prefere ignorar os conselhos das amigas

Ele prefere acreditar que ela é o que ele imagina ser
Prefere arriscar o que tem em mãos
Prefere tentar conquistá-la a ficar com o que já conquistou

Ela sente que algo bom está surgindo
E acredita que o destino trata de colocá-los no caminho certo