De pernas pro ar!
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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Meu mundo é hoje - Paulinho da Viola

De certo que nossas experiências fazem o que somos hoje. Nos tornamos criação de nossa própria história.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

No começo tudo são flores...

Ela errou no início. Acreditou que nada disso teria futuro
Eram o tipo de palavras que eles dizem a todas as mulheres...
Mas agora ela pode ver que ele é tudo o que sempre quis
Ele é tudo que sempre quis

Ela precisa dizer que esses joguinhos não combinam com ela, embora tudo a sua volta cobre que se faça dos sentimentos cartas de um baralho cujo jogo é jogado individualmente.

Ela prefere esquecer experiências anteriores
Prefere acreditar no ele diz
Prefere ignorar os conselhos das amigas

Ele prefere acreditar que ela é o que ele imagina ser
Prefere arriscar o que tem em mãos
Prefere tentar conquistá-la a ficar com o que já conquistou

Ela sente que algo bom está surgindo
E acredita que o destino trata de colocá-los no caminho certo

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Quando me amar de verdade

Quando me amar de verdade,

Irei parar de falar exatamente o que penso, na hora que penso.No exato momento que falo, é ótimo. Mas as conseqüências nem sempre são as esperadas.

Quando me amar de verdade,

Não me preocuparei tanto em ser agradável e bem quista por todos. Nem todo mundo merece meu sacrifício. E alguns, apesar de merecer, não me deixam confortável quando me torno a perfeita companhia.

Quando me amar de verdade,

Esquecerei essas besteiras de um vida saudável. Porque não há nada mais estressante que fazer dieta. E sei que nesse dia descobrirei que não há nada mais saudável que ser amada exatamente do jeito que somos. Isso sem dúvida é um santo remédio para o corpo e para a mente!

Quando me amar de verdade,

Correrei atrás dos meus sonhos sem medo. Porque sei que o maior medo que tenho é de desapontar a mim mesma. E, aprendendo a não cobrar tanto de mim, saberei me perdoar no momento que sentir que dei o meu melhor.

Quando me amar de verdade,

Perderei a vergonha de assumir que escondo mais coisas de mim do que dos outros.

E, quem sabe nesse dia terei coragem de ler tudo aquilo que escrevi em momentos ímpares como este.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Como se fosse...é!

Há dias que não sinto meus ombros relaxados
Os últimos acontecimentos não têm sido fáceis
Coisas bizarras estão acontecendo comigo

Palavras mal colocadas me machucam
Olhares indiscretos me penetram
Minha mente me confunde e me enlouquece

Fatos sem importância passaram a importar
No momento mais propício não sei o que falar
Ele fala como se acreditasse
Ela concorda como se importasse

O espelho reflete a mais profunda angústia
Mas esconder é inútil quando não se sabe o quê
Onde encontrar a solução do problema que não se identifica?
Ele sabe a resposta, mas é o problema que não vê

E no segundo mais desesperador
Naquele instante que o fôlego esvai-se
Ela diz 'tudo bem'
A frase é vaga
Vaga pelo universo sem encontrar destino

Ela fala como se acreditasse
Ele concorda como se importasse

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Guardar pra lembrar

Preciso guardar
Guardar tudo
Guardar bem guardado para não esquecer

Aquele livro, que tanto cito, guardei.
Aquele outro que nunca li, também está guardado. Quem sabe um dia descubro que é tão interessante quando a capa.
Na caixa ao lado da cama guardo também,
O poema que recebi daquele romântico namorado.
Os tradicionais bilhetinhos trocados com as amigas durante as aulas.
Provas. Seja o resultado bom ou ruim.
Fotos!Ah sim, fotos!São tantas, como esquecê-las?
As lembranças e fatos configurados naquelas fotografias nem sempre são boas, mas tê-las é extremamente importante.

O vidro de perfume que usava na infância ainda está na gaveta.
Junto ainda estão laços, presilhas, botões e brincos desparcerados ou quebrados.
Não estão lá por acaso. Também não são lixo ou velharia, como diz minha mãe.
Entendam como sendo cacos do espelho que se quebrou e que antes refletia uma vida que hoje é apenas passado.

No fundo do meu guarda-roupa, guardo uma grande sacola. Nela estão, amassados, retorcidos e até rasgados, pedaços grandes de papel. Restos de apresentações de trabalhos, enfeites, embrulhos de presentes.

O que me assusta é saber que um dia minha mente vai começar a trabalhar cada vez mais lenta e que essas lembranças começaram a ser esquecidas. Não posso esquecer... não posso esquecer de lembrar de guardar aquilo que não posso esquecer. Porque ainda falta muito o guardar. Guardar bem guardado para não esquecer. Já que minha lembrança é falha e há lembranças que não podem ser guardadas em caixas.