De pernas pro ar!

sábado, 11 de março de 2017

Aumento da licença paternidade beneficia primeira infância

O servidor público Dennilson Oliveira, morador de Brasília (DF), lamentou por diversas vezes não poder passar mais tempo com os cinco filhos. Em especial, os recém-nascidos, como a pequena Pérola, que nasceu prematura e precisou passar 28 dias sob cuidados médicos.

Nesse período, a presença do pai foi fundamental, tanto nos cuidados à esposa, quanto no acompanhamento da filha recém-chegada. “Precisei planejar tirar férias com antecedência, justamente pelo nascimento dela”, justificou o pai, que hoje comemora a aprovação do aumento da licença paternidade para 20 dias.

O projeto de lei PLC 14/2015 foi aprovado essa semana pelo Senado e segue para sanção da presidenta Dilma Rousseff. “É um avanço, mas esse tempo ainda é pouco”, avalia Dennilson.


Marco Legal O projeto que beneficia pais como o Dennilson, chamado Marco Legal da Primeira Infânciatraz também outros avanços para o cuidado com a crianças de 0 a 5 anos.

“Traz uma diretriz muito clara para que governos estaduais e municipais estruturem programas integrados para a primeira infância”, explica o gerente da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Eduardo Marino. A instituição implementou de forma pioneira o debate sobre o assunto, pautando, inclusive, a proposição do projeto de lei.

Para a relatora do projeto no Senado, senadora Fátima Bezerra (PT-RN), o Marco Legal viabiliza o Plano Nacional de Educação (PNE) e está em sintonia com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“É uma legislação muito avançada. Estende o olhar sobre todos os direitos da criança na primeira infância e na sua relação com a família. Alguém já disse que se pode reconhecer o valor de um país pelo modo como trata suas crianças, portanto, é disso que trata o projeto de lei”, comemorou.

Por Flávia Umpierre, publicado originalmente na Agência PT de Notícias

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Por que o brilho dos meninos nunca dura pra sempre?

Me diz porque o brilho dos meninos nunca dura para sempre?
O encanto dos meninos dura apenas o tempo suficiente para se apaixonar.
E se apaixonando, tudo está perdido. O mundo está perdido. O que fazia sentido não faz mais, o que era errado passa a ser certo...
E quando se dá conta, já se escalou uma montanha tentando alcançar a lua. Lua que na verdade era apenas uma pequena vela, que logo se apaga, ao passar de uma leve brisa.

Basta amanhecer. Aos primeiro raios do sol tudo se vai.
É sempre assim, eles sempre desbotam ao nascer do sol.
Seus largos e reluzentes sorrisos perdem o brilho.
As piadas perdem a graça e o interesse por suas conversas não existe mais.
É então que eles se tornam sem graça.

O dia seguinte é sempre o mais difícil.
O caminho de volta parece mais longo, não é mesmo?
Deve ser porque nos perdemos algumas vezes, e acabamos fazendo breves pausas pelo caminho.

E a lua está lá, brilhando como se fosse dona daquela luz toda.
Mentira dela, lua enganadora. Ela apenas reflete a luz que rouba de um astro maior.
O sono vai chegando, e a gente finge que é feliz só para não ter pesadelo.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Os cegos deveriam ser mudos

Carrego o seu tanque blinado nas costas. Você não pode ver. Mas fala e fala. Que me armo e agrido. Se ignoro é porque minha intolerância é meu refúgio. Me protejo porque já me feri demais me colocando à frente nessa batalha insana. Se eu me ferir, que importância tem? Vou pra rua com as feridas ainda abertas. Mas o corte que abro em ti, me arde pra sempre. Em poucos minutos minha solução se torna seu desgosto. Não me comparo, apenas me preocupo. Quero luz, mas se abro as cortinas você se incomoda. A minha verdade é diferente da sua. Mas nossas provas são corrigidas pelo mesmo professor.
O que fazer se tudo o que tenho não me pertence? Se tudo o uso me é emprestado? E se tudo que me é dado me é cobrado? O que fazer se tudo que sinto é profundo demais para ser compreendido? Se tudo que amo é intenso demais para ser retribuído? Se todos que amo me são superficiais? O que farei se cada palavra que digo é mal interpretada? Se todos que me ouvem são feridos? E se me calo o mundo entra em guerra? A injustiça me rasga por dentro. A humilhação é grande, mas arrogância é maior. Me pise, mas não macule a minha santa mãe. Os cegos deviam ser mudos para não machucarem aqueles em que tropeçam.

sábado, 28 de março de 2009

E nesse embalo eu vou
Do meu poema torto e piegas
Me desfazendo da derrota
Que a vencer

Do prêmio incômodo
De um sorriso no canto
Do rosto aflito

E talvez, quase que já dançando
No fundo do quadro sofrido
Colorir de branco
Trincar o cristal do seu troféu com meu grito

Sinto dizer,
Não há mais roteiro
Nem cortinas para esconde-lo
E enquanto o gélido silêncio invade o salão
Vejo apenas seu contorno
Na penumbra
Olhos fechados, mãos no rosto
O suor que escorre
Embriagado com o próprio desespero
Na cena principal.

Foto: Melina - Flickr Honey Pie!

quinta-feira, 26 de março de 2009

do brasiliense

A intelectualidade aqui é anos 70.
É vinil, é concreto.
Sem querer, é um pouco Juscelino Kubitschek.
Não tem banquinho, nem violão.
Só um pouco de cigarra cantando no parque da cidade.

terça-feira, 17 de março de 2009

A noite de ontem me lembrou a nossa noite. Digo nossa noite porque foi só o que nos restou, a lembrança de uma noite.

Na estante da nossa história, acabei por abrir uma gaveta diferente.
Encontrei lembranças que achei ter esquecido.
Realmente acreditei que não as veria novamente.
Muito menos imaginei que teria tal reação ao tê-las de volta ao meu quarto.

Com a mão pronta para discar seu número. Não o tenho mais.
Apenas chamei por teu nome.
E por um segundo quase pude senti-lo de volta a meus lençóis.

Então vi o contorno de seus mansos olhos amendoados iluminados apenas pela luz que entrava pela janela.
Novamente beijei a ponta do seu nariz. Me despedi.

Hoje não sei o que dizer da façanha do tempo, que na de esfriar conseguiu tirar faísca do que era gelo.
E de tanto que estudei, aprendi errado.
Mas sigo meu caminho.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Só mais um. Apenas mais um.

Invade.
Corta e rasga por dentro.
Sem permissão, me invade.
É minha fantasia.
Não sabe, mas é.

Completa, entende.
O bem que faz, agride.
Quero tanto, que não posso.
Gerencio, aguardo, sorrio.
Rio. Rio alto.
Acho graça,
Do mundo que eu inventei.

Guardo-me, te guardo.
Presenteio, agrado.
Minto, minto tanto que acredito.

É tempo de mudança.
É tempo de te trazer pra perto.
Tempo de me apressar
De cortar e de colar
De montar e desmontar.
Fazer tudo novo, de novo.

Quero mais, muito mais.
Mas não me atrevo.
Não posso como sempre, não posso. Nunca posso.
Só em sonho.
Piada mesmo.

Nem lhe cobro.
Apenas viajo.
Vou e volto. Fico um pouco, as vezes até muito. Mas sempre volto.
Porque é só mais um. Apenas um.
Nada disso, ora! Deixe eu voltar pro meu jogo.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Num dia desses...

Foi preciso, do que mais quero
Essa manhã vir me consolar
Dos problemas mais terrenos
A solução vir do mar

Daquilo que é mais divino
Se preencher meu espírito
Inundando meus olhos
Com inúmeros pixels que não posso guardar

Lente óptica capitadora de constelações
Capture a imensidão imensurável
Da grandiosidade que vejo, que sinto e que me transborda a alma

Como nomear o que não tem nome?
Como explicar o inexplicável?
Como fugir dos clichês mesmo chafurdando-se neles?

Traz de volta aquele serrar de olhos
Onde o vento carrega areia e o sol reflete o mar

Mascaro o som divino com minha playliste descompensada
Reflito ao som do seu rock sobre tudo aquilo que me descompensa
E choro por todo lamento cometido em vão
Enquanto aprecio o encher do meu vazio

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

"Nunca mais volta a dormir aquele que uma vez abriu os olhos”

Pé ante pé, foi dando passos em direção ao desconhecido. Dia após dia foi descobrindo um mundo novo a sua frente. Sabia, mas não entendia, que nada mais seria igual dali por diante. Era tudo novidade no seu mundo até então restrito.

Aquele universo se expandiu ao passo que o mundo dele também crescia. Um bifurcamento no seu caminho, daqueles que não há tempo de parar, pensar e decidir qual seguir. Foi coisa espontânea e imprevista. Quando se deu conta, já tinha mudado o trajeto.

Cores e sons cotidianos traduziram o que antes era dúvida. Nem tudo era novo, sua interpretação é que estava evoluindo. O ambiente sonhado, as circunstâncias perfeitas. Tudo agora era real.

A insegurança agora assombra aquele que não planeja, porém não chega a desmotivá-lo. A resposta para a pergunta que nunca fez está ali, na sua frente, como um glossário a auxiliar aquele que resenha um livro mesmo sem entendê-lo por completo. Relações profissionais, conversar informais, tudo era mais simples que imaginava.

Pra que continuar a ser aquele, se o novo é melhor pra mim? Porque se restringir se meu destino é ser um pouco de tudo?

Há de ser registrar, porém, que toda mudança requer uma fase de adaptação. Nem todos aceitam ou creditam confiança no novo. Principalmente se é, nas circunstâncias do novo, que se evolui.

Foto: Melina - Flickr Honey Pie!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Observações da morte: A menina que roubava livros

Lendo o livro A menina que roubava livros, esse trecho me chamou muito a atenção. Pareceu-me oportuno nesse 11 de setembro, 7 anos depois do famigerado atentado ao World Trade Center.

(...) às vezes a raça humana gosta de acelerar um pouquinho as coisas. Aumenta a produção de corpos e das almas que escapam. Umas tantas bombas costumam resolver a questão. Ou umas câmaras de gás, ou a conversinha de canhões distantes. Quando nada disso conclui os procedimentos, pelo menos despoja as pessoas de seus meios de subsistência, e passo a ver gente sem teto por toda parte(...) e há anos em que as almas e os corpos não se somam, multiplicam-se.

Dizem que a guerra é a melhor amiga da morte, mas devo oferecer-lhe um ponto de vista diferente a esse respeito. Para mim, a guerra é como aquele novo chefe que espera o impossível. Olha por cima do ombro da gente e repete sem parar a mesma coisa: "Apronte logo isso, apronte logo isso." E aí a gente aumenta o trabalho. Faz o que tem que ser feito. Mas o chefe não agradece. Pede mais.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Meu mundo é hoje - Paulinho da Viola

De certo que nossas experiências fazem o que somos hoje. Nos tornamos criação de nossa própria história.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Planejar e esperar

Coisas interessantes podem acontecer,
Quando a calmaria começa a incomodar.
Ela chegou cambaleando com o destino solto pelo ar.
Seu querer é indeciso.
Com sonhos inqueridos por façanhas que não são as suas.

De tempos em tempos,
Cai na real e percebe o quão sem sentido é o seu caminho.
Uma trajetória tão cheia de percalços e desvios que lhe confunde entre o que é real e o que é imaginação.

Seus planos são tortos e, frágeis, não condizem com o seu destino. Todo um universo em contradição.
Toda uma vida em constante desconstrução.
Um emaranhado de erros acometidos em um sentido único.
Partículas em constante suspensão.
Condições que não se encaixam às necessidades.

O chão se desmanchou debaixo de seus pés antes mesmo que pudesse lhe abrir os olhos para o que estava por vir...
A ilusão de planejar o futuro deixou o plano emocional para permear o plano racional, onde se desfez por completo.

Não mais se tem a utopia de querer que seus sonhos se realizem.
Apenas há uma luta para ter ao alcance ferramentas para conquistar tudo o que, ainda assim, teima em planejar.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Mas agora dói

Estou sangrando. Sangrando como nunca sangrei antes.
O sangue está jorrando, encharcando todo meu corpo.
Por onde eu passo, deixo rastros de sangue.

Omissões causaram arranhões que ardem minha pele.
Fragilizada, a mágoa que pulsava dentro de minhas veias não aguentou a porta na cara.

Não foi preciso cortar os plusos.
A ferida já estava aberta.
Não foi possível derramar uma lágrima sequer...

Assim como os soluços são involuntários, as agressões de defesa também assustam.
As pessoas morrem por tão pouco.
Quando tudo o que precisavam era ferir com leveza.

Tudo tem perdão. Mas nem todos são capazes de perdoar.

"Ser pedra é muito fácil, o difícil é ser vidraça".

sábado, 5 de abril de 2008

Chegue mais minha inspiração!


Comecei um, comecei dois, comecei três, quatro, cinco e até seis.
Larguei todos.
Acho que faltou sentimento.
Espremer o máximo dos temas é minha especialidade. Mas o que está faltando?
Falta aquela música que me arrepia a espinha, falta aquele livro que me faz querer cortar os pulsos, falta aquele filme que me faz chorar, falta aquela discussão que me dá embrulho na boca do estômago.
Falta aquele guri que me deixa sorrindo à toa, sonhando acordada. Faltam beijos ardentes, abraços apertados, olhares insdiscretos. Falta aquela ansiedade ou raiva que me deixa de perna bamba, garganta seca e mãos trêmulas.
Me pergunto agora o que estou fazendo de errado?
Se a cobrança me trava, o que será de minha profissão jornalística no futuro?
Se minha auto avaliação não condiz com a avaliação dos outros, quem devo seguir?
Meu foco está se perdendo entre tantas opções e tão poucas habilidades.
Foto por Cuper

sábado, 22 de março de 2008

Pensando nisso...

"A palavra é podrer. Ao esgotar seu significado, esgotamos nossa permanência". Fabrício Carpinejar

A idéia de um discurso veio pronta à minha mente. Minhas opiniões e questionamentos pareciam tão plausíveis quanto um abraço viria a calhar bem naquele momento.

Me sentia como detentora de um bem estimado por muitos. Ganhadora de um prêmio deveras concorrido.

De imediato, um frio percorreu por completo minha espinha. Um medo, ou talvez uma insegurança, teimou em me dominar. Aquela repentina reação fazia sentido.

Meu intelecto, até então preguiçoso, sentiu as cãibras de uma vida sedentária. Para onde teria ido meu vocabulário? As poucas palavras que conheço teriam que dar conta do recado.

Mas seriam elas bem interpretadas? Conseguiriam elas transmitir tudo aquilo que há muito tento explicar? Fazer sentido era o que menos me importava. Minha recente pretensão já se encarregava das minúncias negativas que poderiam me afetar.

Em poucos minutos incontados, o texto estava lá, pronto para ser lido e julgado. "Ele se foi", era como o texto começava. mas a frase poderia, sem esforço, encerrá-lo. Seus grandes feitos e revoluções iniciadas em seu nome estariam, a partir daquele momento, privadas de seu autor. Um nome sem personagem.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Muito além

Muito além das palavras.
Onde tudo que existe tem razão para existir.
Onde há o encontro de todas as almas.
Azul, amarelo, branco e vermelho.

Planos que coincidem sem razão.
Tornam vidas inclusas numa só construção.
À noite coisas novas acontecem que nem mesmo o sol tem vontade de saber.
Vou dormir agora e sonhar com você.

Essa luz que faz abrir os olhos também me cega.
O barulho incessante do movimentado dia nessa cidade me agita e me aborrece.
Não tomemos nossas fraquezas como principais características.
Posso ver em você algo incrivelmente planejado por Deus.

Pegadas marcadas com fé nos levam aos caminhos vitoriosos.
Não querer se comprometer é natural.
Mas não tente me convencer que fugir é a melhor saída.
Podemos criar um futuro fundamentado em tudo que de positivo há.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Irremediável pecado dos fracos

A raiva é um mal que possui o corpo.
O pecado da ira se apropria de forma inconsciente.
Toma conta.
Aprisiona a lucidez e liberta os mais profundos instintos.

Agentes externos são os causadores.
E se não os são, provocam o desagrado.
Uma ebulição de sentimentos se inicia e mesmo que haja tentativas de sessá-la, tudo se consegue ver, é nada.

As veias saltam à tez.
Os pensamentos surgem como se não viessem de mim.
Na verdade, nesse momento eu não sou eu.
Sou tudo aquilo que a tempos escondo ser.
Me torno aquilo que todos sempre fingiram não haver.

Em poucos segundos meus batimentos cardíacos aceleram a ponto de desordenar todo meu organismo.
Sinto uma lágrima escaldante correr sobre meu rosto, tomado pela vermelhidão sanguínea, que parece poder fazer evaporar o resquício de lágrima que me sobra.
As mãos logo ficam trêmulas, a voz embargada e o nó na garganta fica difícil de engolir.

E é nesse momento que acontece a explosão.
Grito em notas que meu pulmão quase não consegue acompanhar.
O ar me falta e os berros começam a rasgar a garganta.

E então surgem palavras mal pensadas, recombinadas durante tempos.
As mesmas palavras reconstruídas e reformulas para a resposta daquelas que vieram de encontro a mim, com as mais invertidas intenções.
Agora não há mais como se segurar.
Não há mais motivos para se segurar.
O que precisa ser dito será dito para desabafo da consciência.

Foto por Thabata Guerra.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Nosso presente futuro

Direi palavras doces enquanto estiveres por perto.
Tu podes não acreditar, mas meus sonhos são tenros e verdadeiros.
Assim como os primeiros raios de sol me acordam nessa manhã.
Podes sentir meu coração batendo acelerado nesse momento?
Abri meu coração para que possas experimentar essa novidade comigo.

Sentirei vontades intermináveis.
Tu podes não acreditar, mas meus olhos estão repletos de tudo que em ti há de bom.
Assim como os primeiros olhares trocados entre nós.
Podes sentir minhas mãos suando nesse momento?
Abri meus olhos para que eu possa experimentar essa novidade contigo.

Convocarei todo o universo para testemunhar a nosso favor.
Não vês que estamos sendo julgados por sermos tão felizes?
Mas confesso que somos culpados.
Roubamos amor um do outro e seqüestramos a felicidade de todos os que não nos deram valor.

Desejarei estar em vários lugares estando em um só.
Porque contigo meus passos se perdem e meus caminhos dão voltas e voltas.
Só você consegue acertar no que os outros erram.
Nosso momento está no futuro, esperando a cura do presente.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Projeto solo

Levante-se e diga a todos aquilo que está engasgado.
Faça de seus sonhos, realidade.
Culpe somente a si mesmo por seus fracassos.
Ame suas lutas porque são elas que te levam às vitórias.

A paz de sua alma só você pode conquistar.
Deus ilumina os passos, mas os caminhos seguros só você pode criar.
A felicidade se apropria daqueles que são merecedores.

Pobre criança bem nascida com futuro planejado.
Não cabe mais a ela viver.
Sapatos novos que caminham num caminho já gasto.
Escorrega no limo deixado por aqueles que por lá já passaram.

A paz de sua alma só você pode conquistar.
Deus ilumina os passos, mas os caminhos seguros só você pode criar.
A tristeza se apropria daqueles que são merecedores.

Deite-se a noite e diga pra si mesmo que sua missão foi cumprida.
Fale para seus sonhos que você fez a sua parte.
Se reconcilie com sua consciência.
Ame suas vitórias porque elas são obras de sua trajetória.

Foto por Ludic